sábado, 20 de fevereiro de 2010

Mário Quintana é fascinante. Uma das frases que mais intriga-me, por todos esses anos:
"Se eu amo o meu semelhante? Sim. Mas onde encontrar o meu semelhante?"
Pois é...
É difícil acreditar que exista alguém parecido a ponto de se gostar em outro, sempre há algumas características que assustam ou que incomodam. Mais fácil atravessar o espelho que se ver nele.
Contudo, uma piada manjada e mal feita, ironizando a possibilidade de um outro eu em outro ser, jogou-me na face o milagre da existência concomitante!
Deliciosamente atemorizada, uma situação tão estranha e de forma tão simples, e eu lutando contra uma aceitação evidente (quando sonhos se tornam realidade, dá medo acordar)
As mesmas ideias, mesmos desejos, basta estar junto e não se precisa dizer palavra qualquer.

Quintana, eu também amo: e já o encontrei.