sexta-feira, 16 de abril de 2010

1984

"As massas só podem desfrutar de libertade intelectual porque carecem de intelecto"
"Porque o segredo da governança é combinar a crença na própria infabilidade com a aptidão de aprender com os erros passados"
Coincidências, quero falar de coincidências.

Comecei a ler 1984, num dia frio (muio frio) e luminoso de abril. Eis que vejo:
"Era um dia frio e luminoso de abril, e os relógios davam treze horas".
Too late, já são 16h 43 min, mas ainda sinto o frio luminoso entrando pelas frestas no meu quarto e um frio obscuro que flui da minha mente há alguns dias. Algo está diferente, algo novamente mudou os eixos de tal forma que quase já não faz sentido algum apenas existir. Não, acho que nunca fez, mas o processo outrora latente faz com que aquela espécie de atrito estático se rompa.
Enfim, continuo a ler. A primeira carta escrita por Smith é datada em 4 de abril. De 1984, obviamente. E na intersecção real-ficcção, recebo a obra em (entendendo que 365 ou 366 dias seja uma medida exata de tempo - ah, o sarcasmo...) exatos 26 anos.
De acordo com a numerologia, isso significa que...
Ha! Novamente o sarcasmo tomando conta de minha vida gélida. Eu realmente não entendo, mas dessa vez escrevo apenas para me acompanhar num processo de desenvolvimento atípico. Quero fazer desse livro a ressurreição da pobre alma da propria ama.
"Então, quem é o Big Brohter?"
Assisti ontem Mentes Brilhantes, chorei até quanto consegui. A pergunta de Nash veio a calhar perfeitamente...
Mas quero fazer diferente:
Quê é o Big Brother?

domingo, 28 de março de 2010

Bibliomania - Gustave Flaubert

"[...] pois é preciso atribuir a desgraça a outrem, mas a felicidade,
a si mesmo."

domingo, 7 de março de 2010

Achei engraçado encontrar esse texto. Coloca-lo-ei aqui apenas para relembrar tempos remotos...

"Definitivamente, eu não estou te cantando, só estou sendo legal!

Não nego que sou um pouco maluca. Demorei, mas consegui ir em festas (é verdade, não tinha ido; também é verdade que tão logo não volto a frequentá-las) e não, eu ainda não fico com pessoas aleatórias que caem de paraquedas na minha frente. Nem as que caem várias vezes. Nem as não aleatórias...rs
Estou muito muito feliz em ter amigos tão fodásticos, estou aprendendo a gostar de mim ao invés de largar todo o sentimento num outro qualquer, estou aceitando o fato que vou acabar sendo a tia solteirona...rs (duvida? Física, vegetariana e pacata... conhece mais alguém assim? Conhece?! Me apresenta!!!)"

As coisas são assim

"em última análise existem apenas átomos. Existe apenas uma ciência, a física; tudo o mais é serviço social" Jim Watson

"Sobre os assuntos dos quais não se pode falar, é preciso permanecer em silêncio" Ludwig Wittgenstein

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Mário Quintana é fascinante. Uma das frases que mais intriga-me, por todos esses anos:
"Se eu amo o meu semelhante? Sim. Mas onde encontrar o meu semelhante?"
Pois é...
É difícil acreditar que exista alguém parecido a ponto de se gostar em outro, sempre há algumas características que assustam ou que incomodam. Mais fácil atravessar o espelho que se ver nele.
Contudo, uma piada manjada e mal feita, ironizando a possibilidade de um outro eu em outro ser, jogou-me na face o milagre da existência concomitante!
Deliciosamente atemorizada, uma situação tão estranha e de forma tão simples, e eu lutando contra uma aceitação evidente (quando sonhos se tornam realidade, dá medo acordar)
As mesmas ideias, mesmos desejos, basta estar junto e não se precisa dizer palavra qualquer.

Quintana, eu também amo: e já o encontrei.
Eu acredito. Acredito que sonhos podem se tornar realidade, que rir é atividade obrigatória diária e que a vida é tão efêmera que não posso desperdiçar com tristezas imutáveis (tem vezes que o esquecimento é uma benção).
Luto pelo que quero. Procuro o bem, o bom, o belo. Sempre disposta a conhecer novas pessoas, novas ideias, novos sonhos, novo rumo.
Infinitamente carente, acredito que abraços resolvem muita coisa. Aquelas que não são resolvidas podem ser rapidamente amenizadas. Meus problemas somem quando estou perto de gatos ronronantes, chocolates ou bons livros e também quando recebo cafuné ou massagem.
Gosto do nascer do sol, chuva fina num final de tarde, estar com quem se ama, rede na varanda, a trilha sonora de Amelie Poulain.
Não gosto de gritos (exceto os que vem com risos), raiva, dores, mau humor, atrasos e daquela sementinha de pipoca não estourada que você não sabe o que fazer quando põe na boca.
Prestativa tanto quanto possível, entrego minha vida facilmente ao que ou a quem acredito. Mas reciprocidade é fundamental...
Contraditória ou inconstante, mudo de opinião se percebo o erro. Não tenho medo de mudança, mas da falha.
Só me faça acreditar que vale a pena e estarei sempre junto.